A obesidade é uma condição cada vez mais comum no mundo. Ela afeta crianças, adultos e idosos e pode causar muitos problemas de saúde.
Aproximadamente 60% dos adultos brasileiros têm excesso de peso, com 20- 26% sendo considerados obesos (1 em cada 4 brasileiros).
Globalmente, mais de um bilhão de pessoas vivem com obesidade, e as projeções indicam um aumento contínuo dessas taxas.
Neste artigo, você vai entender tudo sobre o assunto: causas, sinais, complicações, prevenção e tratamento.
Qual o médico que trata a obesidade?
O médico que trata a obesidade é o endocrinologista. Esse especialista entende como o corpo regula o metabolismo e os hormônios.
A Dra. Laura Viégas é Endocrinologista e Metabologista em Belo Horizonte/MG e tem grande experiência em Obesidade.
Realizou sua formação pelo Hospital Santa Casa de Belo Horizonte e tem título de especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Dra. Laura atua com foco na prevenção, diagnóstico e tratamento da Obesidade.
Seu atendimento envolve escuta atenta, compreensão da rotina e prioridades de cada indivíduo e construção conjunta de um plano de tratamento eficaz e personalizado.
Dra Laura oferece um atendimento acolhedor, para você se sentir confortável e confiante para cuidar da sua saúde de forma integral.
Ela avalia:
- Possíveis causas hormonais da obesidade.
- Presença de doenças associadas.
- Opções de tratamento para cada caso
- Hábitos de vida, rotina e preferências
- Prevenção de complicações
Para saber como funciona a consulta da Dra. Laura Viégas e se esse tipo de atendimento faz sentido para você, leia este artigo:
Como é consultar com a Dra. Laura Viégas
Veja o que os pacientes dizem:




Outros profissionais também podem fazer parte da equipe:
- Nutricionista.
- Psicólogo.
- Educador físico.
- Cirurgião bariátrico (em casos indicados)
- Outras especialidades médicas, como cardiologista, nefrologista, gastroenterologista, etc.
O tratamento da obesidade é multidisciplinar. Cada profissional contribui com uma parte importante.
Mas o endocrinologista coordena o cuidado clínico e o plano terapêutico.
O que é a obesidade?
A obesidade é considerada o acúmulo excessivo de adiposidade (gordura) no corpo. Esse excesso prejudica a saúde e pode causar doenças graves.

Ela é considerada uma doença crônica, com várias causas envolvidas.
Entre elas:
- Genética.
- Estilo de vida.
- Alimentação
- Problemas hormonais.
- Fatores emocionais.
- Fatores sociais e ambientais
- Uso de medicamentos
- Presença de outras doenças
Ou seja, não é só “falta de força de vontade”.
A obesidade é complexa e precisa de atenção médica especializada.
Como saber se eu tenho obesidade?
Atualmente, o principal método para diagnosticar a obesidade é o IMC (Índice de Massa Corporal).
O IMC é calculado por meio de uma fórmula que considera o peso e a altura do indivíduo. Após o cálculo, os resultados são classificados da seguinte forma:
- IMC entre 18,5 e 24,9: peso adequado.
- IMC entre 25 e 29,9: sobrepeso.
- IMC entre 30 e 34,9: obesidade grau 1.
- IMC entre 35 e 39,9: obesidade grau 2.
- IMC igual ou acima de 40: obesidade grau 3.
No entanto, sabemos que o IMC apresenta algumas limitações e não deve ser utilizado isoladamente.
Por isso, é importante complementar a avaliação com outras medidas antropométricas, como a circunferência abdominal e a relação cintura-quadril.
Além disso, contamos com métodos mais modernos para a medição direta da gordura corporal, como a bioimpedância e a densitometria de corpo inteiro.
A avaliação da obesidade também deve ser global, considerando sintomas, exame físico, exames laboratoriais e de imagem, a fim de identificar outras doenças ou complicações associadas à condição.
Quais são as possíveis complicações da obesidade?
A obesidade aumenta o risco de várias doenças graves. Elas devem ser identificadas e tratadas em conjunto.
Veja as principais:
Doenças metabólicas
- Diabetes tipo 2.
- Colesterol alto.
- Triglicérides elevados.
- Síndrome metabólica.
Doenças cardiovasculares
- Hipertensão arterial.
- Infarto do miocárdio.
- AVC (derrame cerebral).
- Insuficiência cardíaca.
Problemas articulares e ósseos
- Artrose (desgaste das articulações).
- Dores nas costas.
- Dificuldade de mobilidade.
Doenças respiratórias
- Apneia do sono.
- Asma.
- Falta de ar ao esforço.
Alterações hormonais
- Infertilidade.
- Síndrome dos ovários policísticos (SOP).
- Baixa testosterona nos homens.
Problemas gastrointestinais
- Refluxo.
- Esteatose hepática (gordura no fígado).
- Pedras na vesícula.
Saúde mental
- Depressão.
- Ansiedade.
- Baixa autoestima.
- Isolamento social.
Neoplasias
Sabe-se também que a obesidade está relacionada ao aparecimento de alguns tipos de câncer, como:
- Mama.
- Endométrio.
- Rim.
- Fígado.
- Cólon.
Quanto mais cedo a obesidade for tratada, menor o risco dessas complicações.
Como prevenir a obesidade?
A prevenção começa com hábitos saudáveis no dia a dia.
Veja algumas estratégias eficazes:
- Ter uma alimentação equilibrada.
- Evitar alimentos ultraprocessados.
- Comer frutas, legumes, verduras e grãos integrais.
- Praticar atividade física regularmente.
- Dormir bem e manter uma rotina de sono.
- Controlar o estresse e a ansiedade.
- Evitar dietas restritivas e efeito sanfona.
- Acompanhar o peso e a circunferência abdominal.
- Manter consultas regulares com o médico.
A prevenção deve começar ainda na infância. Crianças com hábitos saudáveis têm menos risco de se tornarem adultos obesos. A família tem papel essencial nesse processo.
Qual é o tratamento da obesidade?
O tratamento da obesidade é individualizado.
Ou seja, deve ser feito de acordo com a rotina, as preferências e objetivos de cada pessoa.
Envolve mudanças no estilo de vida, apoio médico e de outros profissionais de saúde e, em alguns casos, medicamentos ou cirurgia.
Neste outro artigo explico porquê muitas vezes tentamos perder peso, mesmo com força de vontade, e não conseguimos: Por que emagrecer não é só “força de vontade”?
Veja os principais pilares do tratamento:
1. Mudança de hábitos
- Alimentação saudável, com orientação nutricional.
- Atividade física frequente, adaptada à condição física.
- Limitar tempo assentado
- Promoção de sono de qualidade
- Acompanhamento psicológico, se necessário.
2. Medicamentos
Os medicamentos antiobesidade desempenham um papel muito importante no tratamento da obesidade, quando bem indicados.
Eles podem auxiliar de diversas maneiras, como:
- Reduzir o apetite.
- Melhorar o controle da saciedade.
- Diminuir a absorção de gordura.
- Controlar doenças associadas, como diabetes, hipertensão, entre outras.
Esses medicamentos devem ser sempre prescritos e acompanhados por um médico endocrinologista.
O uso indiscriminado, sem acompanhamento adequado, pode representar riscos à saúde e comprometer a eficácia do tratamento.
Não utilize fórmulas caseiras nem medicações sem orientação médica ou indicadas por profissionais não habilitados.
3. Cirurgia bariátrica
A cirurgia bariátrica é um conjunto de técnicas cientificamente validadas, realizadas em pacientes com indicação clínica, com o objetivo de tratar a obesidade.
Esse tipo de cirurgia reduz o tamanho do estômago e modifica o processo de digestão, provocando efeitos na regulação do apetite.
A cirurgia bariátrica está indicada para casos mais graves de obesidade e que não respondem ao resposta ao tratamento clínico, como nos seguintes casos:
- IMC acima de 40.
- IMC acima de 35, quando associado a doenças relacionadas, como diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, entre outras.
Por outro lado, existem contraindicações à cirurgia bariátrica, como transtornos de humor graves, quadros psicóticos ativos, uso de drogas ilícitas ou alcoolismo.
É fundamental que o paciente compreenda a necessidade de mudanças duradouras nos hábitos de vida antes e após o procedimento.
Além disso, é essencial seguir as orientações médicas e manter um acompanhamento multidisciplinar ao longo de toda a vida.
Conclusão
A obesidade é uma doença altamente prevalente, complexa, crônica e recidivante.
Mas com acompanhamento adequado, é possível controlar e tratar.
Mudanças no estilo de vida são fundamentais. E o apoio de profissionais especializados faz toda a diferença.
Se você vive com sobrepeso ou obesidade, não enfrente isso sozinho.
Procure um endocrinologista e comece a cuidar da sua saúde.
Leia também:
Como saber se preciso procurar um endocrinologista?
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