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Dra. Laura Viégas – Endocriologia em Belo Horizonte – MG

A tireoide é uma glândula pequena, mas com um papel essencial no bom funcionamento do nosso corpo. 

Quando algo não vai bem com ela, diversos sintomas podem surgir — e muitas vezes, passam despercebidos. 

tireoide

Neste artigo, vou te explicar de forma clara o que é a tireoide, sua função, os hormônios que ela produz e as principais doenças relacionadas.

Se você já sente alterações no seu corpo e desconfia de algo na tireoide, ou se apenas quer entender melhor esse assunto, siga a leitura.

Quem é o médico que cuida da tireoide?

Dra. Laura Viégas é Endocrinologista e Metabologista em Belo Horizonte/MG e é especialista no tratamento de doenças da tireoide.

Realizou sua formação pelo Hospital Santa Casa de Belo Horizonte e tem título de especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). 

Dra. Laura Viégas endocrinologista

Sua atuação é dedicada ao cuidado integral da saúde hormonal e metabólica.

Tem uma abordagem humanizada e individualizada, afinal cada paciente tem uma história única que merece atenção, empatia e um plano de cuidado personalizado.

Com atendimentos realizados presencialmente e online, a Dra. Laura Viégas oferece um espaço acolhedor, onde o vínculo médico-paciente é valorizado e construído com confiança, respeito e informação clara.

Sua prática clínica une o rigor científico da medicina baseada em evidências com um olhar atento às necessidades reais do dia a dia de quem busca ajuda endocrinológica.

Veja o que os pacientes dizem:

O que é a tireoide?

A tireoide é uma glândula endócrina em formato de borboleta localizada na parte da frente do pescoço, logo abaixo do “pomo de adão”. 

Embora seja pequena, ela desempenha um papel fundamental na regulação do metabolismo e no funcionamento de vários sistemas do corpo humano, como o coração, intestino, sono, humor, peso, pele, fertilidade e muito mais.

Ela é responsável pela produção de hormônios que afetam a velocidade com que as células do corpo realizam suas funções. 

Esses hormônios têm impacto direto no ritmo cardíaco, na temperatura corporal, no peso e na energia. Além disso, a tireoide também influencia o crescimento, o desenvolvimento e até o funcionamento do sistema nervoso.

Apesar de seu tamanho reduzido, a tireoide exerce um controle muito grande sobre o corpo, o que a torna essencial para a manutenção da saúde e do bem-estar.

Qual a função da tireoide?

Quando a tireoide está em equilíbrio, esses processos ocorrem de forma harmônica. Quando não está, o corpo inteiro pode ser afetado.

A principal função da tireoide é produzir dois hormônios essenciais, que são responsáveis por regular o metabolismo do corpo.

A principal função da tireoide é produzir hormônios que regulam o metabolismo, ou seja, o ritmo com que o corpo realiza suas funções básicas: respirar, digerir, bater o coração, gastar energia, manter a temperatura, etc.

 Isso significa que esses hormônios controlam o ritmo com que o corpo realiza suas funções básicas, como:

  • Respiração
  • Digestão
  • Batimento cardíaco
  • Gasto de energia
  • Manutenção da temperatura corporal

Esses hormônios são fundamentais para o equilíbrio de processos que afetam não apenas o funcionamento dos órgãos, mas também o bem-estar geral

Quando a tireoide está funcionando adequadamente, todos esses processos acontecem de forma harmônica, mantendo o corpo saudável e equilibrado.

Porém, quando há um desajuste na produção desses hormônios — seja uma produção excessiva ou insuficiente — o corpo pode sofrer alterações significativas.

O hipotireoidismo, por exemplo, ocorre quando a tireoide não produz hormônios suficientes, desacelerando o metabolismo e causando sintomas como cansaço e ganho de peso. 

Já o hipertireoidismo, em que a produção de hormônios é excessiva, acelera o metabolismo, podendo causar perda de peso, ansiedade e aumento da frequência cardíaca.

Portanto, a função da tireoide é vital para o equilíbrio do organismo e para o bem-estar geral, e qualquer desequilíbrio pode refletir em diversos sintomas e problemas de saúde.

Quais hormônios a tireoide produz?

A tireoide produz dois hormônios principais que são essenciais para o bom funcionamento do metabolismo do corpo:

  • T3 (triiodotironina): Este é o hormônio mais ativo e potente. Ele é responsável por exercer diversas funções corporais, atuando diretamente em receptores nas células;
  • T4 (tiroxina): este é o hormônio produzido em maior quantidade pela tireoide,  mas ele é menos ativo que o T3. O T4 circula na corrente sanguínea e é convertido em T3 nas células-alvo para exercer seus efeitos metabólicos.

Esses dois hormônios trabalham de forma integrada para manter o metabolismo do corpo equilibrado. 

A produção de T3 e T4 é cuidadosamente controlada por um hormônio chamado TSH, que é produzido pela hipófise, uma glândula localizada no cérebro.

O TSH funciona como um “comando” enviado pela hipófise para a tireoide, indicando a quantidade de hormônios que a glândula precisa produzir. 

Quando o nível de T3 e T4 no sangue está baixo, a hipófise libera mais TSH para estimular a tireoide a produzir mais desses hormônios. Por outro lado, quando os níveis de T3 e T4 estão elevados, a produção de TSH diminui, reduzindo a atividade da tireoide.

Esse mecanismo de feedback entre a tireoide, a hipófise e os hormônios é fundamental para garantir que o corpo tenha a quantidade exata de hormônios da tireoide — nem mais, nem menos.

Quais são as principais doenças da tireoide?

As doenças da tireoide são bastante comuns e podem afetar pessoas de todas as idades. 

Elas ocorrem quando há desequilíbrios na produção de hormônios da tireoide (em excesso ou em falta), ou quando há alterações estruturais na glândula (crescimento excessivo ou nódulos). . 

Vamos abordar as principais doenças tireoidianas, suas causas, sintomas e formas de tratamento.

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide produz hormônios em quantidades insuficientes (T3 e T4), o que desacelera o metabolismo e afeta diversos sistemas do corpo. 

É a doença tireoidiana mais comum, afetando até 5% da população.

É mais frequente em mulheres, com uma relação de até 8 mulheres para cada homem e sua prevalência aumenta com a idade.

Existem diversas causas do hipotireoismo e elas devem ser sempre investigada por um especialista quando se faz o diagnóstico de hipotireoidismo. As principais causas são:

  • Doença de Hashimoto (doença autoimune).
  • Deficiência de iodo (em regiões onde a ingestão de iodo é baixa).
  • Cirurgia ou radioterapia da tireoide
  • Medicamentos, como lítio, amiodarona ou inibidores de check point
  • Tireoidite (inflamação da tireoide)
  • Outras causas mais raras, como deficiência congênita, radiação de cabeça /pescoço, doenças da hipófise ou hipotálamom

O sintomas são variáveis, mas no geral estão relacionados ao metabolismo mais lento.

Em geral, são leves e inespecíficos inicialmente, mas podem se intensificar com a evolução dos quadro.

Os sintomas mais comuns são:

  • Fadiga, ganho de peso
  • Intolerância ao frio
  • Pele seca, cabelos e unhas frágeis
  • Intestino preso
  • Depressão, déficit de memória
  • Ciclo menstrual irregular
  • Colesterol elevado
  • Em casos graves: mixedema, edema não depressível, coma (situações raras e urgentes)
Mulher cansada, com pele ressecada, cabelo frágil - sintomas de hipotireoidismo

O tratamento para o hipotireoidismo depende da causa, mas geralmente envolve a reposição hormonal com levotiroxina, uma forma sintética do hormônio T4.

A reposição com levotiroxina é eficaz e segura. O tratamento costuma ser contínuo, especialmente em casos de Hashimoto ou remoção completa da tireoide.

Com reposição adequada, é possível manter uma vida normal, prevenir complicações cardiovasculares e preservar a função cognitiva.

O acompanhamento regular pelo endocrinologista permite ajustes de dose, controle de sintomas e monitoramento de condições associadas.

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo ocorre quando a tireoide produz hormônios T3 e T4 em excesso, acelerando o metabolismo e afetando vários sistemas do organismo.

Afeta cerca de 1–1,3% da população, sendo mais comum em mulheres (relação de 5–10 mulheres para cada homem).

Ocorre geralmente em adultos jovens e idosos, especialmente entre 20–50 anos, com aumento de incidência após os 60 .

As pricipais causas são:

  • Doença de Graves (autoimune) — causa mais frequente, com anticorpos estimulando a tireoide
  • Bócio multinodular tóxico ou adenomas — nodulações autônomas que produzem hormônios
  • Tireoidites — inflamações virais ou pós-parto liberam hormônios pré-formados
  • Excesso de iodo — derivado de suplemento, dieta rica ou medicamentos
  • Medicamentos — como amiodarona, interferons, lítio

O aumento hormonal acentuado acelera o metabolismo e provoca sintomas diversos que podem ser graves. Os principais são:

  • Perda de peso com aumento do apetite
  • Taquicardia, palpitações, arritmia
  • Tremores de mãos, sudorese, intolerância ao calor
  • Ansiedade, insônia, irritabilidade
  • Fadiga, fraqueza muscular
  • Diarreia
  • Ciclo menstrual irregular
  • Bócio (aumento do volume da tireoide)
  • Sintomas oftalmológicos na doença de Graves (exoftalmia, olhos salientes)
  • Complicações raras mas sérias: paralisia periódica, tempestade tireoidiana (emergência clínica)

O tratamento vai depender da causa do hipertireoidism e das características individuais de cada pacientes. As modalidades disponíveis são:

  • Betabloqueadores – medicamentos que aliviam os sintomas de hipertireoidismo (taquicardia, tremor)
  • Antitireoidianos – tem a função de reduzir a síntese hormonal
  • Iodo radioativo — destrói seletivamente tecido tireoidiano; pode levar ao hipotireoidismo posterior
  • Cirurgia (tireoidectomia) — indicada em casos de bócio volumoso, recidiva, gravidez ou intolerância a outros tratamentos

Com o acompanhamento especializado com endocrinologista é possível atingir um bom controle do hipertireoidismo, normalizando sintomas e reduzindo riscos cardíacos e ósseos.

O hipertireoidismo é uma condição tratável, mas exige diagnóstico rápido, causa identificada e abordagem individualizada. A colaboração entre paciente e endocrinologista é fundamental.

Caso você apresente sintomas como perda de peso sem razão, palpitações, tremores, calor excessivo, ou olhos saltados, procure um endocrinologista para avaliação completa e plano terapêutico eficaz.

Nódulos na tireoide

Nódulos são “carocinhos” que se formam na glândula tireoide, mas na maioria das vezes não são sinal de algo grave.

Eles são muito frequentes, especialmente mulheres. Estima-se que mais da metade da população adulta possa ter nódulos tireoidianos ao longo da vida.

A maioria deles é benigna e não causa sintomas, sendo descobertos muitas vezes em exames de imagem solicitados por outros motivos.

No entanto, em alguns casos, podem crescer, provocar desconforto, alterar o funcionamento da tireoide ou, mais raramente, representar um câncer de tireoide. Por isso, é fundamental fazer uma avaliação com o endocrinologista.

Alguns sinais que merecem atenção incluem:

  • Sensação de “caroço” no pescoço
  • Rouquidão persistente
  • Dificuldade para engolir ou respirar
  • Crescimento visível na região do pescoço
  • Dor local (menos comum)

O primeiro passo na avaliação dos nódulos de tireoide é uma consulta médica, com exame físico e análise de exames de sangue. Em seguida, pode ser solicitado:

  • Ultrassonografia da tireoide: exame essencial para avaliar o tamanho, forma e características dos nódulos.
  • Cintilografia de tireoide: exames utilizado em alguns casos selecionados (quando há associação com hipertireoidismo)
  • Punção aspirativa por agulha fina (PAAF): indicada quando o nódulo apresenta características suspeitas ou tem um determinado tamanho. Consiste em retirar uma pequena amostra do nódulo para análise.

Geralmente, fazemos apenas o acompanhamento clínico desses nódulos, repetindo exames quando necessário. Porém a cirurgia pode ser indicada em casos específicos, como:

  • Nódulo com suspeita de câncer
  • Presença de sintomas compressivos
  • Crescimento progressivo
  • Nódulos que produzem hormônios em excesso (nódulo “quente”)

Cada situação deve ser avaliada com cuidado, respeitando a história clínica, os exames e as preferências da paciente.

Câncer de tireoide

O câncer de tireoide é um tipo de tumor que afeta a glândula tireoide e geralmente se manifesta como um nódulo. Por isso, eles devem sempre ser avaliados com atenção.

Apesar do nome causar medo, a boa notícia é que, na maioria dos casos, o câncer de tireoide tem bom prognóstico e altas chances de cura, especialmente quando diagnosticado precocemente.

Existem diferentes tipos, sendo o mais comum o carcinoma papilífero, que costuma evoluir lentamente e responder muito bem ao tratamento.

Outros tipos incluem:

  • Carcinoma folicular
  • Carcinoma medular
  • Carcinoma anaplásico (mais raro e agressivo)

Muitas vezes, o câncer de tireoide não causa sintomas no início. Ele pode ser descoberto por acaso, por exames realizados por outro motivo ou durante a investigação de um nódulo tireoidiano.

É importante ficar atenta a sinais como:

  • Nódulo ou caroço no pescoço que não desaparece
  • Rouquidão persistente
  • Dificuldade para engolir ou respirar
  • Dor na região do pescoço
  • Aumento de gânglios (ínguas)

Na suspeita de um câncer de tireoide é importante sempre procurar ajuda de um endocrinologista. A investigação começa com:

  • Exame físico
  • Ultrassonografia da tireoide: para avaliar se o nódulo tem características suspeitas
  • Punção aspirativa com agulha fina (PAAF): retira células do nódulo para análise
  • Exames laboratoriais e, em alguns casos, cintilografia ou outros exames de imagem

O tratamento deve ser individualizado e depende do tipo e do estágio do câncer, mas geralmente envolve:

  • Cirurgia: retirada total ou parcial da tireoide
  • Terapia com iodo radioativo (em alguns casos)
  • Reposição hormonal com levotiroxina após a cirurgia
  • Acompanhamento regular com exames de sangue e imagem

A maioria dos pacientes com câncer de tireoide tem uma vida normal após o tratamento, com monitoramento contínuo.

Se você tem um nódulo tireoidiano ou foi diagnosticada com câncer de tireoide, não adie seu cuidado. Agende uma consulta com um endocrinologista.

Quando procurar um endocrinologista?

Se você apresenta sintomas como cansaço constante, alterações de peso, queda de cabelo, mudanças no ritmo intestinal, dificuldade para engravidar ou desconforto no pescoço, é importante investigar a saúde da sua tireoide.

Além disso, mesmo sem sintomas, quem tem histórico familiar de doenças da tireoide também deve realizar exames preventivos.

O acompanhamento com um endocrinologista é essencial para o diagnóstico precoce e tratamento acertivo.

Agende sua consulta com um endocrinologista e cuide da sua tireoide com atenção e eficiência.

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