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Dra. Laura Viégas – Endocriologia em Belo Horizonte – MG

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é uma condição hormonal comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, podendo impactar desde o ciclo menstrual até a fertilidade, o peso corporal e a saúde metabólica.

Ela é caracterizada por um desequilíbrio nos hormônios reprodutivos — especialmente o aumento de andrógenos (hormônios “masculinos”) — que pode levar à formação de múltiplos pequenos cistos nos ovários, irregularidade menstrual, acne, queda de cabelo e aumento de pelos corporais.

Mas a SOP vai além dos ovários: ela está frequentemente associada à resistência à insulina, aumento do risco de diabetes tipo 2, alterações no colesterol e dificuldade para perder peso. Cada caso é único, e os sintomas podem variar muito de uma mulher para outra.

Embora não tenha cura, a SOP pode ser tratada e controlada com mudanças no estilo de vida, acompanhamento médico e, em alguns casos, uso de medicações específicas.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento com um endocrinologista são fundamentais para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.

Apesar de ser comum, muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre o que é a SOP e como lidar com ela.

Este artigo vai esclarecer tudo o que você precisa saber sobre o assunto.

Qual o médico que trata SOP?

O médico especialista no tratamento da Síndrome do Ovário Policístico é o endocrinologista.

O endocrinologista trata os desequilíbrios hormonais, resistência à insulina e questões metabólicas associadas a SOP.

A SOP não tem cura, mas tem controle. Com acompanhamento adequado, é possível viver com saúde e qualidade de vida.

A Dra. Laura Viégas é Endocrinologista e Metabologista em Belo Horizonte/MG e tem experiência no tratamento e acompanhamento da Síndrome do ovário policístico.

Realizou sua formação pelo Hospital Santa Casa de Belo Horizonte e tem título de especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). 

Dra. Laura Viégas endocrinologista

Sua atuação dedicada ao cuidado integral da saúde hormonal e metabólica. Tem uma abordagem humanizada e individualizada, afinal cada paciente tem uma história única que merece atenção, empatia e um plano de cuidado personalizado.

Com atendimentos realizados presencialmente e online, a Dra. Laura Viégas oferece um espaço acolhedor, onde o vínculo médico-paciente é valorizado e construído com confiança, respeito e informação clara.

Sua prática clínica une o rigor científico da medicina baseada em evidências com um olhar atento às necessidades reais do dia a dia de quem busca ajuda endocrinológica.

Outros profissionais que podem ajudar no acompanhamento da SOP são:

  • Ginecologista: acompanha o ciclo menstrual, fertilidade e saúde reprodutiva.
  • Nutricionista: fornece orientações alimentares e ajuste de plano dietético
  • Psicólogo: promove acolhimento psicológico e auxilia a lidar emocionalmente
  • Educador físico: preprara programa de atividade física que auxilam na perda ou menutenção do peso

Afinal, o que é a SOP?

A Síndrome dos Ovário Policístico (SOP) é uma alteração hormonal que afeta principalmente mulheres em idade fértil, acometendo entre 10% e 13% desse grupo.

Sua etiologia é complexa, e as manifestações clínicas são variadas.

É a principal causa de hiperandrogenismo (aumento dos hormônios androgênicos) nessa faixa etária, sendo também uma importante causa de alterações menstruais e infertilidade.

Além disso, os ovários podem apresentar pequenos cistos visíveis ao ultrassom. No entanto, é importante lembrar que ter cistos nos ovários nem sempre significa SOP, e a ausência de cistos também não exclui o diagnóstico.

A síndrome é caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas, e está associada a um risco aumentado de desenvolver doenças metabólicas e cardiovasculares.

Ovários policíciticos

Como saber se eu tenho SOP?

Se você tem menstruação irregular, acne persistente ou está com dificuldade para engravidar, vale a pena investigar — esses podem ser sinais da Síndrome do Ovário Policístico (SOP).

Importante lembrar: a SOP não é diagnosticada apenas por exames. O diagnóstico envolve uma avaliação completa dos sintomas, histórico clínico e exames complementares, feita por um profissional especializado.

Fique atenta a sinais como:

• Ciclos menstruais com intervalos maiores que 35 dias
• Pele muito oleosa ou com acne persistente
• Aumento de pelos no rosto, barriga, seios ou costas
• Ganho de peso sem causa aparente
• Dificuldade para engravidar

Se você apresenta um ou mais desses sintomas, procure um endocrinologista para uma avaliação detalhada. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado fazem toda a diferença na sua saúde e bem-estar.

Quais os sintomas da SOP?

Os sintomas da Síndrome dos Ovário Policístico (SOP) podem variar bastante de uma mulher para outra, mas os mais comuns incluem:

Alterações menstruais

  • Ciclos menstruais irregulares ou ausentes
  • Menstruação muito espaçada (mais de 35 dias entre os ciclos)
  • Fluxo menstrual mais intenso ou ausente

Excesso de andrógenos (hormônios “masculinos”)

  • Aumento de pelos no rosto, queixo, tórax, abdômen ou costas (chamado de hirsutismo)
  • Acne persistente, especialmente após a adolescência
  • Queda de cabelo em padrão masculino (afinamento ou entradas)
  • Pele mais oleosa

Alterações metabólicas

  • Ganho de peso ou dificuldade para perder peso
  • Resistência à insulina, pré-diabetes ou diabetes
  • Aumento da gordura abdominal

Dificuldade para engravidar

  • Problemas de ovulação que dificultam a gravidez

Outros sinais possíveis

  • Aparecimento de pequenos cistos nos ovários (detectados por ultrassom)
  • Manchas escurecidas na pele (acantose nigricans), principalmente no pescoço e axilas

É importante lembrar que nem toda mulher com SOP terá todos esses sintomas.

Por isso, o diagnóstico deve ser feito por um endocrinologista, com base em uma avaliação clínica e exames complementares.

Sintomas SOP

Como é feito o diagnóstico da SOP?

O diagnóstico da Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é essencialmente clínico e depende de três critérios principais.

Segundo a Sociedade de Endocrinologia e as diretrizes de Rotterdam, a mulher deve apresentar pelo menos dois dos três critérios abaixo:

  1. Disfunção ovulatória, que pode se manifestar como irregularidade menstrual.
  2. Excesso de androgênios, identificado clinicamente (acne, excesso de pelos, queda de cabelo) ou por exames laboratoriais.
  3. Ovários com aspecto policístico, identificado por ultrassom ou por exame hormonal

Além disso, para confirmar o diagnóstico, é obrigatório descartar outras causas com sintomas semelhantes, como:

  • Hipotireoidismo: alteração do funcionamento da tireoide
  • Hiperprolactinemia: excesso de produção de prolactina
  • Hiperplasia adrenal congênita: doença genética em que ocorrer alteração do hormônios da glandula adrenal
  • Insuficiência ovariana prematura: quando a menopausa ocorre antes dos 40 anos
  • Tumores produtores de androgênios

É importante lembrar que nenhum exame isolado confirma o diagnóstico de SOP.

O que define a SOP é o conjunto dos achados clínicos e laboratoriais, e eles devem ser sempre avaliados por um médico especialista.

Quais são as possíveis complicações da SOP?

A SOP pode causar várias consequências para a saúde em geral a curto e longo prazo. Se não for tratada corretamente, pode aumentar o risco de desenvolver outras doenças.

As principais complicações associadas a síndrome dos ovários policísticos são:

  • Infertilidade.
  • Abortos de repetição.
  • Resistência à insulina.
  • Diabetes tipo 2.
  • Colesterol e triglicérides altos.
  • Pressão alta.
  • Esteatose hepática (gordura no fígado).
  • Apneia do sono.
  • Transtornos psicológicos, como depressão e ansiedade.
  • Aumento do risco de câncer de endométrio (em casos de menstruação ausente por muito tempo).

O acompanhamento médico da Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é fundamental.

Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento forem iniciados, melhores serão os resultados no controle dos sintomas e na prevenção de complicações.

Qual é o tratamento da SOP?

O tratamento da SOP é sempre individualizado e deve ser feito com acompanhamento médico.

O objetivo principal é controlar os sintomas, restaurar o equilíbrio hormonal e prevenir complicações a longo prazo.

O tratamento da SOP deve ser construído em parceria entre médico e paciente, levando em consideração as características clínicas, prioridades e objetivos individuais.

Não existe um único remédio ou solução que funcione para todas — cada mulher precisa de um plano de cuidado personalizado.

Confira os principais pilares do tratamento:

Mudanças no estilo de vida

As intervenções no estilo de vida são a base do tratamento, especialmente em casos com resistência à insulina ou excesso de peso.

  • Alimentação saudável – Dietas equilibradas, ricas em fibras, vegetais, proteínas magras e com baixo índice glicêmico ajudam no controle hormonal e da insulina.
  • Atividade física regular – O exercício melhora a sensibilidade à insulina, favorece a ovulação, regula os hormônios, melhora resistência física e contribui para o bem-estar emocional.
  • Controle do peso – Em pacientes com sobrepeso ou obesidade, a perda de apenas 5 a 10% do peso corporal pode melhorar ciclos menstruais, ovulação e sintomas como acne e hirsutismo.
  • Redução do estresse – Altos níveis de estresse podem piorar os sintomas hormonais e metabólicos. Técnicas de relaxamento, terapia e autocuidado são aliados importantes.
  • Melhora da qualidade do sono – Dormir bem ajuda no controle da insulina, do apetite e do metabolismo hormonal.
  • Parar de fumar – O tabagismo interfere nos hormônios e agrava sintomas da SOP, como acne e distúrbios metabólicos.

Tratamento medicamentoso

Os medicamentos são escolhidos de acordo com os sintomas e os objetivos da paciente (como regular ciclos, melhorar a pele ou engravidar).

  • Anticoncepcionais hormonais combinados – Ajudam a regular a menstruação, reduzem os níveis de androgênios (hormônios masculinos) e melhoram acne e excesso de pelos.
  • Biguanida – É usada especialmente em pacientes com resistência à insulina. Pode ajudar na regularização do ciclo menstrual e na perda de peso.
  • Antiandrogênicos – São medicamentos que bloqueiam a ação dos androgênios, ajudando na redução da acne, da oleosidade e do excesso de pelos.
  • Indutores da ovulação – Para pacientes que desejam engravidar, esses medicamentos estimulam o processo de ovulação, facilitando a concepção.
  • Medicamentos para obesidade – Podem ser indicados em casos específicos, como parte de uma abordagem mais ampla para perda de peso.

⚠️ Todos os medicamentos devem ser prescritos por um médico, com avaliação criteriosa e acompanhamento contínuo.

Tratamentos estéticos e suporte emocional

Embora não tratem a causa da SOP, ajudam a lidar com sintomas que afetam a autoestima e o bem-estar.

  • Depilação a laser – Reduz o crescimento de pelos em áreas afetadas pelo excesso de androgênios (como rosto, barriga e seios).
  • Cuidados dermatológicos – Tratamentos para acne, oleosidade e queda de cabelo podem melhorar o aspecto da pele e do couro cabeludo.
  • Apoio psicológico – A SOP pode impactar a autoestima, gerar ansiedade ou frustrações com o corpo e a fertilidade. O suporte emocional é essencial em muitas fases do tratamento.

A importância do acompanhamento multidisciplinar

Endocrinologistas, ginecologistas, nutricionistas, psicólogos e dermatologistas podem trabalhar juntos para oferecer um cuidado mais completo e eficaz.

Conclusão

A SOP é uma condição comum e tratável. Infelizmente, muitas vezes é neglicenciada pelos médicos e pacientes.

Ela afeta não apenas a fertilidade, mas todo o metabolismo da mulher.

Com o diagnóstico certo e um plano de cuidado bem conduzido, é possível controlar os sintomas, restaurar o equilíbrio hormonal e melhorar a qualidade de vida.

Não ignore os sinais. Cuidar da saúde hormonal é essencial para sua saúde como um todo.

📍 Agende uma consulta com um endocrinologista para uma avaliação individualizada.

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