O diabetes tipo 2 (DM2) é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo e é responsável por complicações crônicas que são associadas a pior qualidade de vida e maior mortalidade.
Ele pode surgir de forma silenciosa, sem sintomas no início. Por isso, muitas pessoas descobrem tardiamente e isso pode piorar a evolução da doença.
O DM2 é tipo mais comum de diabetes, responsável por 90% dos casos.
Neste artigo, você vai entender o que é o DM2, como reconhecer os sinais e quais são as opções de tratamento.
Qual o médico que trata diabetes tipo 2?
O médico especialista no tratamento do diabetes é o endocrinologista.
A Dra. Laura Viégas é Endocrinologista e Metabologista em Belo Horizonte/MG e tem grande experiência no acompanhamento e tratamento de Diabetes tipo 2.
Realizou sua formação pelo Hospital Santa Casa de Belo Horizonte e tem título de especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Dra. Laura é especialista em diabetes tipo 2 e atua com foco na prevenção, diagnóstico e tratamento do DM2.
Seu atendimento envolve escuta atenta, compreensão da rotina e prioridades de cada indivíduo e construção conjunta de um plano de tratamento eficaz e personalizado.
Dra Laura oferece um atendimento acolhedor, para você se sentir confortável e confiante para cuidar do seu diabetes e da sua saúde de forma integral.
Veja o que os pacientes dizem:



Outros profissionais também podem ajudar no cuidado com o diabetes:
- Nutricionista: plano alimentar individualizado
- Educador físico: ajuda na rotina de exercícios.
- Enfermeiro ou farmacêutico: apoia no uso correto de medicamentos.
- Oftalmologista, cardiologista e nefrologista: para avaliação de complicações.
O que é o DM2?
O diabetes tipo 2 (DM2) é uma doença crônica caracterizada por níveis elevados de glicose (“açúcar”) no sangue, devido a um mau funcionamento da insulina.
A insulina é um hormônio essencial na regulação da glicose. Ela ajuda a glicose a entrar nas células para que seja usada como fonte de energia.
No DM2, o corpo ainda produz insulina, mas ela não funciona direito. Isso é chamado de resistência à insulina.
Com o tempo, o pâncreas pode reduzir a produção desse hormônio, caso o diabetes não seja tratado corretamente.
Com a falta de insulina e com a sua ação prejudicada, a glicose fica circulando em exceso no nosso sangue, prejudicando diversos orgãos, como os olhos, os rins, o coração, os vasos e até o nervos.
Quando a glicose está em níveis muito altos, é comum apresentar sede constante, fome em excesso, volume urinário aumentado, desidratação, tonteira e até dor abdominal.
Ao mesmo tempo que a glicose sobra nos sangue, ela falta dentro das células e tecidos e com isso aparecem os sintomas de “falta de energia”, como cansaço, fraqueza e perda de peso.
Como saber se eu tenho DM2?
Você pode estar com DM2 e não saber. A doença pode não causar sintomas por muito tempo e mesmo assim já está fazendo mal ao seu organismo.
Felizmente, mesmo sem causar sintomas ela já pode ser diagnosticada por exames. É por isso que exames de rotina são tão importantes.
A Sociedade Brasileira de Diabetes, recomenda que todo indivíduo acima de 35 anos deve ser rastreado para DM2, mesmo assintomático.
Também deve ser investigado em pacientes com sobrepeso ou obesidade e outros fatores de risco, como:
- Histórico familiar de diabetes.
- Tem pressão alta ou colesterol alto.
- Teve diabetes gestacional.
- Tem síndrome dos ovários policísticos.
- Tem acantose nigricans (manchas escuras no pescoço ou axilas).
- É sedentário
Se você se encaixa em algum desses pontos, procure um endocrinologista e faça exames.
Quais os sintomas do DM2?
No início, o diabetes tipo 2 pode não causar sintomas, pois é uma doença silenciosa.
Os primeiros sintomas costumam aparecer com a evolução da doença e quando a glicose atinge níveis muito elevados no sangue.
Quando eles aparecem, costumam ser:
- Sede excessiva.
- Vontade de urinar várias vezes ao dia.
- Fome aumentada.
- Cansaço frequente.
- Visão embaçada.
- Feridas que demoram a cicatrizar.
- Infecções de pele ou urinárias repetidas.
- Perda de peso sem explicação.
Esses sintomas surgem quando a glicose está muito alta.
Quanto antes for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, menores as chances de complicações.
Como é feito o diagnóstico do DM2?
O diagnóstico do diabetes tipo 2 é feito a partir de exames de sangue. E mesmo antes dos sintomas aparecerem podemos detectar o DM2 atraves dos resultados.
Os exames medem os níveis de glicose do sangue (chamado de glicemia).
Os exames principais são:
- Glicemia de jejum: medida feita com jejum de pelo menos 8 horas.
- Alto risco se acima de 100 mg/dL
- Diagnóstico se acima de 126 mg/dL.
- Hemoglobina glicada (HbA1c): mostra a média da glicemia nos últimos 3 meses.
- Alto risco se acima de 5,8%
- Diagnóstico se acima de 6,5%.
- Teste oral de tolerância à glicose (TOTG): exame feito após beber um líquido doce.
- Diagnóstico se acima de 209 mg/dl após 1 hora
- Ou se acima de 200 mg/dL após 2 horas.
Para confirmar o diagnóstico, precisamos de pelo menos dois exames alterados.
Se houver sintomas clássicos e glicemia ≥ 200 mg/dL, o diagnóstico pode ser imediato.
Quais são as possíveis complicações do DM2?
O diabetes mal controlado pode afetar vários órgãos do corpo. As complicações podem surgir de forma lenta e gradual, mas são graves e podem comprometer de forma definitiva a qualidade de vida.

Complicações nos vasos sanguíneos:
- Infarto do coração.
- Derrame cerebral (AVC).
- Má circulação nas pernas.
Complicações nos nervos:
- Formigamento ou perda de sensibilidade nos pés.
- Dor ou queimação nas pernas.
Complicações nos olhos:
- Retinopatia diabética.
- Risco de cegueira.
Complicações nos rins:
- Nefropatia diabética.
- Insuficiência renal.
Complicações no estômago e intestino:
- Alteração da motilidade do esôfago, causando disfagia (dificuldade para engolir), refluxo e engasgos
- Lentificação do esvaziamento do estômago, causando náuses, vômitos, distenção abdominal e até hipoglicemias imprevisíveis
- Alterações intestinais que podem levar a diarréia crônica ou constipação e até incontinência fecal
Complicações no trato urinário:
- Retenção urinaria (dificuldade em eliminar a urina)
- Incontiência urinária (dificuldade em reter a urina)
- Infecções urinárias recorrentes
- Maior risco de cálculo renal
Outras complicações:
- Infecções frequentes.
- Cicatrização lenta.
- Disfunção erétil.
- Problemas na pele e gengivas.
- Pé diabético, com risco de amputações.
- Alterações do trato gastro intestinal, como dificuldade para engolir
O bom controle da glicose reduz muito o risco de desenvolver essas complicações.
Com acompanhamento médico regular e orientações adequadas é possivel ter uma boa qualidade de vida e viver bem com o diabetes.
Se você tem DM2, procure um endocrinologista para te orientar como prevenir e como tratar cada uma delas.
Qual é o tratamento do DM2?
O traatamento do diabetes tem como objetivo manter os níveis de glicose dentro de uma faixa considerada adequada, evitando complicações e promovendo qualidade de vida.
Ele é baseado em quadro pilares principais: alimentação saudável, prática de atividade física, controle do peso e uso medicamentos. Porém também existem outros fatores que também devem ser abordados.
O plano de tratamento deve ser sempre individualizado, levando em conta o tipo de diabetes, o tempo de diagnóstico, outras doenças associadas, o estilo de vida e as preferencias da pessoa.
A seguir falaremos dos pilares do tratamento:
1. Alimentação equilibrada
A alimentação é uma parte essencial do tratamento do diabetes. Isso não significa “cortar tudo”, mas sim fazer escolhas equilibradas.
- Preferir alimentos natuais e evitar os produtos ultraprocessados.
- Reduzir consumo de açucares simples (refigerantes, doces, sucos industrializados)
- Optar por carboidratos complexos com mais fibra, como arroz integral, legumes e frutas com casca
- Incluir proteínas magras, como peixe, frango, ovo e queijos magros
- Ter uma rotina de refeições regulares, evitando longos períodos de jejum.
Um plano alimentar orientado por um especialista pode ajuda a adaptar a dieta à realidade de cada pessoa e trazer melhores resultados no controle do diabetes.
2. Atividade física regular
A prática regular de atividade física é uma grande aliada no tratamento do diabetes. Ela melhora o controle da glicose, reduz a resistência à insulina e traz diversos outros benefícios para a saúde.
Além de ajudar na perda ou manutenção do peso e na melhora da composição corporal, a atividade física protege o coração e os vasos sanguíneos, contribuindo para a prevenção de infartos e AVCs.
Ela também promove a manutenção da força muscular e da funcionalidade, essenciais para a qualidade de vida a longo prazo.
O ideal é combinar exercícios aeróbicos (como caminhada, bicicleta, natação) com exercícios de força (como musculação ou pilates), sempre respeitando seus limites e com orientação profissional.
As diretrizes recomendam:
- Exercício aeróbicos pelo menos 150 minutos por semana.
- Treinamento resistido (exercício de força) de 2 a 3 vezes por semana
- Evitar mais de 2 dias consecutivos sem praticar atividade física
3. Controle do peso
Manter um peso saudável é um dos pilares importante no tratamento do DM2. Mesmo uma perda de 5% a 10% do peso já pode trazer benefícios significativos, como:
- Melhora da sensibilidade à insulina
- Redução dos níveis de glicose no sangue
- Controle da pressão arterial e do colesterol
- Menor risco de doenças cardiovasculares
- Redução da necessidade de medicamentos
- Melhora de qualidade de vida
O processo de emagrecimento para alcançar o peso ideal deve sr gradual, seguro e sempre individualizado. Algumas estratégias incluem:
- Reeducação alimentar com orientações nutricionais
- Prática regular de atividade física
- Sono adequado e manejo do estresse
- Uso de medicamentos para obesidade, quando indicado pelo endocrinologista
- Em casos selecionados, a cirurgia bariátrica pode ser uma opção
Evite dietas restritivas e modimos. O ideal é construir hábitos saudáveis e sustentáveis, com acompanhamento de uma equipe especializada.
4. Uso de medicamentos
Nem sempre é possível controlar o diabetes apenas com mudanças na alimentação e com a prática regular de exercícios. Nesses casos, os medicamentos entram como aliados importante.
No diabetes tipo 2, o tratamento em geral pode começar com um antidiabético oral. Se o controle não for suficiente, pode ser necessário associar outros medicamentos ou iniciar o uso de insulina.
O tipo, a dose e o esquema dos medicamentos devem ser definidos pelo endocrinologista, de forma individualizada.
Atualmente, existem várias classes de remédios para o trataemento do DM2. As mais usadas são:
- Metformina:
- Inibidores de SGLT2
- Agonistas do GLP-1
- Glipitinas
- Sulfonilureias
- Insulina: indicada em alguns casos de glicose muito alta ou falência pancreática.
É muito comum que pessoas com diabetes sejam alvo de propagandas de produtos naturais, chás, suplementos ou dietas “curativas”.
No entanto, esses produtos não têm comprovação científica de eficácia e segurança e podem causar riscos à saúde ou mascarar um controle inadequado da glicose.
O tratamento do diabetes deve ser sempre baseado em evidencias científicas, com acompanhamento regular por profissionais qualificados.
Eviite qualquer tratamento que prometa eliminar o diabetes, curas milagrosas ou que incentive para os medicamentos sem orientação médica.
5. Controle de outros fatores
O controle de outros fatores também é essescial para o tratamento e bom controle do diabetes.
São eles:
- Tratar hipertensão e colesterol alto
- Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de alcool
- Gerenciar o estresse
- Promover boa qualidade do sono
- Reduzir tempo sentado
- Manter o calendário de vacinas atualizado
- Realizar exame oftalmológico regular
- Ter cuidados com os pés
- Realizar acompanhamento regular com endocrinologista
O tratamento eficaz do DM2 deve ser contínuo, multidisciplinar e com acompanhamento médico regular.
A participação ativa do paciente no tratamento é essencial para alcançar bons resultados.
Conclusão
O diabetes tipo 2 é uma condição crônica, mas totalmente controlável. Com a evolução da medicina hoje dispomos de opções de tratamento cada vez mais seguras e eficazes.
O DM2 pode ser controlado com sucesso quando há informação, disciplina e acompanhamento médico adequado.
Com o diagnóstico precoce e tratamento correto, é possível viver bem e com saúde, evitando as complicações da doença.
Se você recebeu o diagnóstico de diabetes – ou descofia dessa possibilidade -, o passo mais importante é buscar um endocrinologista para uma avaliação completa e definição de um plano de cuidado personalizado.
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